​Obesidade infantil


Chamamos de obesidade infantil quando a criança de 0 a 12 anos está acima do peso normal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que nos últimos anos a obesidade infantil vem aumentando muito a sua prevalência em diversos países. No Brasil, a doença afeta aproximadamente 30 % das crianças e adolescentes.


As causas da obesidade infantil são diversos e entre eles estão fatores genéticos e hormonais, desmame precoce, erros alimentares e falta de exercícios físicos. Atualmente, a maioria das crianças fica muito tempo no computador, em frente à televisão e no vídeo game deixando de praticar atividades físicas.


A rotina agitada das grandes cidades em que o fast food ou comidas prontas são mais práticos também colaboram com a obesidade infantil. Por isso, cada vez mais, os estudos mostram que as causas ambientais são tão importantes quanto as causas genéticas. DIAGNÓSTICO O diagnóstico baseia-se no IMC - Índice de Massa Corpórea - que é um parâmetro que mostra a relação entre o peso e altura dos indivíduos. Quando os pais suspeitam que o filho está com sobrepeso, ou mesmo obeso, devem consultar um médico endocrinologista que, além do exame clínico, se baseará em dados laboratoriais para fechar o diagnóstico de obesidade

O perigo da obesidade infantil Juntamente com a obesidade infantil, outras doenças podem aparecer: aumento do colesterol, triglicérides e açúcar no sangue; gordura no fígado (esteatose hepática) que é uma das causas de cirrose hepática; além de complicações ortopédicas e respiratórias. A hipertensão arterial, juntamente com o diabetes, também é muito mais frequente em crianças obesas. Entretanto, na maioria das vezes, essas alterações são mais evidentes na vida adulta.

Hoje temos crianças de 10 a 12 anos com diabetes tipo 2 o que antigamente era encontrado somente nos adultos. Temos também adultos jovens, na faixa de 27 anos de idade, com sinais de obstrução das artérias coronárias por conta do aumento de peso na infância e falta de alimentação adequada.

Tratamento da obesidade infantil

A solução da obesidade na infância é um desafio, pois está fortemente relacionado à falta de entendimento da criança quanto ao real valor do problema e também da mudança de hábitos familiares.

Para o tratamento, existem algumas normas a serem seguidas como acompanhamento de um médico endocrinologista, uma dieta balanceada e atividade física. Em muitos casos, faz-se necessário ainda a presença de outros profissionais como nutricionista, educador físico e psicólogo porque algumas causas da obesidade podem ser psicogenéticas, tais como: rejeição materna, falta de afeto, depressão, culpa, angústias circunstanciais, pais alcoólatras, etc.


A colaboração dos pais é essencial na mudança de hábito alimentar familiar e em relação à atividade física. É preciso criar a consciência de que a obesidade é um risco e que gera problemas graves, principalmente, na vida adulta. Em resumo, as modificações de comportamento devem ser adotadas por toda a família e as seguintes dicas são importantes:

  • Estimular o aleitamento materno, pois estudos recentes demonstraram que esse aleitamento diminui muito a incidência da obesidade infantil;

  • Estabelecer horários para as refeições e lanches, com intervalo mínimo de uma hora e meia e máximo de três horas;

  • Diminuir o tamanho das porções e evitar a sobremesas;

  • Estimular a criança a beber água;

  • Não comer assistindo televisão e principalmente limitar o tempo do computador, da televisão e dos jogos de vídeo-game;

  • Estimular a prática de atividade física;

  • Ser exemplo. Os pais devem ser os primeiros a participar e dar o exemplo.

Logo, a prevenção é o melhor caminho. A obesidade infantil é algo sério e seu combate diminui muitas doenças na vida adulta.

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